quarta-feira, 3 de julho de 2019

NOTA OFICIAL - Prescrição homeopática por terapeutas não médicos

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Frequentemente somos procurados para emitirmos parecer sobre a prescrição homeopática por terapeutas não médicos. Desta feita, resolvemos esclarecer alguns pontos para o adequado esclarecimento da população.                       A Homeopatia foi desenvolvida pelo médico alemão Samuel Hahnemann no início do século XIX, e foi sempre embasada pela clínica médica. O medicamento Homeopático, ao contrário do que apregoam, não é isento de risco para o paciente. Há possibilidade de aprofundamento da condição, e torna-se necessário avaliações clínicas subsequentes para adequada condução do caso. Por exemplo, como diferenciar se uma dispneia (dificuldade de respirar) é de origem cardíaca, pulmonar, obstrutiva ou restritiva, se não há conhecimento clínico e exame físico orientado? Como esse, inúmeros outros exemplos ocorrem na clínica homeopática. Como conduzir um caso clínico sem o conhecimento de fisiologia, fisiopatologia e farmacologia (devido às medicações que muitas vezes o paciente já usa)?
  No Código Brasileiro de Ocupações existe sim a profissão de Terapeuta Homeopático não médico, no código 3221-25. Está agrupado no mesmo código do terapeuta holístico. Porém, na descrição das competências deste profissional NÃO consta a prescrição de medicamentos homeopáticos. Os cursos existentes para formação de terapeutas homeopáticos não médicos apregoam que se baseiam na lei número 5.991/73 que versa sobre os medicamentos livres de prescrição. Nesta lei, consta que algumas diluições de medicamentos homeopáticos são livres de prescrição. Daí, os coordenadores destes cursos dizerem que por isso, “qualquer um” pode prescrever esses remédios. Eles omitem, porém, que no texto da mesma lei, diz que ela existe para permitir que o indivíduo se automedique. Em momento algum a lei diz que esses medicamentos podem ser prescritos por profissionais não médicos (ou veterinários, ou odontólogos). Reparem que medicamentos livres de prescrição NÃO é o mesmo que medicamento de prescrição livre, onde qualquer um poderia prescrever.                A prescrição de medicamento homeopático é, portanto, resultado de uma avaliação clínica por profissional habilitado, ou sejam, médicos, veterinários e odontólogos.                     Vale ressaltar que o código referente ao tratamento homeopático da tabela do Ministério da Saúde NÃO inclui o CBO de terapeuta holístico ou homeopata não médico. Portanto, o Ministério da Saúde NÃO recomenda essa prática. Caso, algum gestor de um município queira contratar tal profissional não médico, ele estará assumindo diretamente a responsabilidade por eventual dano causado por este a dado paciente, visto que não tem o respaldo do Ministério da Saúde.              Este esclarecimento é de suma importância, dado que muito se diz sobre o assunto de forma leviana e sem a importância e a responsabilidade consequente que o assunto demanda – o cuidado para com a vida humana.               A filosofia homeopática pode sim, e deve, ser estudada e aprendida por todos, pois permite uma mudança de visão sobre o processo de adoecimento e permite que o indivíduo mude sua postura perante sua saúde. Porém, conduzir o caso de indivíduo com queixas clínicas configura Ato Médico, não sendo permitido por lei, a terapeutas não médicos.                  A Associação Médica Homeopática Brasileira se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas adicionais sobre o assunto. 
www.amhb.org.br 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Curitibanos conhecem na Índia novas vitórias da homeopatia

Curitibanos conhecem na Índia novas vitórias da homeopatia

Na escola “The Other Song Academy” os 16 médicos homeopatas de Curitiba incluindo Carlos Eduardo Leitão, representante oficial dessa escola no Brasil, e coordenador dessa viagem. Com a professora e médica Megna Shah, diretora da Escola. Mumbai, março de 2019

Embora o fato tenha ocorrido no final de fevereiro, e parte em março, a notícia é muito interessante: naquele período, 64 médicos homeopatas brasileiros passaram de duas a três semanas na Índia, na cidade de Mumbai, acompanhando um curso de aprofundamento em Homeopatia, na “The Other Song Academy”, dirigida pelo Médico Homeopata Contemporâneo, Rajan Sankaran, que tem trazido enorme contribuição ao desenvolvimento dessa Ciência e Arte Médica que é o legado de Samuel Hahnemann, a Homeopatia.


Acesse matéria completa http://www.aroldomura.com.br/?p=24688 

sexta-feira, 22 de março de 2019

Oficina




A Associação Médica Homeopática do Paraná e a Escola Homeopática de Curitiba realizam uma oficina neste dia 23 de março, com o tema: Estados Agudos em Homeopatia, para residentes de Medicina de Família e Comunidade. O objetivo é divulgar a homeopatia no meio acadêmico e incentivar a que novos médicos se especializem na área. A oficina acontece na http://ehc.org.br/

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Escola de Homeopatia de Curitiba



Presidente da AMHPR , Dr Luiz Alberto ISO Fischer Abramides esteve hoje no início das aulas da Escola Homeopática de Curitiba, Dr.Javier Salvador Gamarra, falando da importância do fortalecimento do categoria através do associativismo.#médicohomeopatadoparaná,#homeopatiasim Para associar-se a AMHPR envie uma mensagem para amhpr@amhpr.org.br e saiba sobre vantagens exclusivas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

ESPECIALIZAÇÃO EM HOMEOPATIA NO PARANÁ

O Paraná é um dos berços da homeopatia brasileira e conta com duas importantes escolas de formação em Curitiba e Londrina.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Mensagem de Natal



A AMHPR teve a honra de sediar o 34 º Congresso Brasileiro de Homeopatia realizado na Associação Médica do Paraná , de 10 a 13 de outubro. Sucesso de público e apoiadores, compartilhamos como mensagem de natal as imagens de alegria deste congresso.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A FARSA DO RELATÓRIO AUSTRALIANO


Os cientistas céticos, que frequentemente atacam a Homeopatia alegando que ela não tem embasamento em evidências de eficácia, citam à exaustão o relatório do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália (NHMRC) publicado em março de 2015 a qual conclui que não há evidências confiáveis de que a Homeopatia seja eficaz em quaisquer condições de saúde. Esse relatório disparou uma avalanche de manchetes midiáticas no mundo todo denegrindo a Homeopatia.

Destrinchando o relatório:
O NHMRC contratou serviço para avaliar a Homeopatia duas vezes, um primeiro em julho de 2012 e esse de 2015. O primeiro relatório nunca foi divulgado em público e só foi descoberta a sua existência através de solicitações feitas ao Freedom of Information (FOI). Questionada, a NHMRC afirmou que rejeitou o primeiro relatório porque era de má qualidade. Porém, aquele foi realizado por um cientista respeitável e autor das próprias diretrizes do NHMRC sobre como conduzir as revisões de evidências. A insistência da FOI em acessar o primeiro relatório conseguiu que o professor Fred Mendelsohn, membro revisor do comitê de especialistas do NHMRC, declarasse que a primeira revisão era de alta qualidade.

O professor Peter Brooks, presidente do comitê do NHMRC que conduziu a revisão de 2015, apesar de declarar previamente que não era afiliado ou associado a nenhuma organização cujos interesses são alinhados ou contrários à Homeopatia, é membro de um grupo de lobby contra a Homeopatia chamado “Friends of Science in Medicine”.  Outro ponto controverso é que, nas diretrizes do NHMRC, tais comitês revisores devem incluir especialistas no assunto a ser revisado, o que não ocorreu nessa revisão sobre Homeopatia.

O protocolo original da revisão da NHMRC foi modificado retrospectivamente sem serem informados no relatório final. Simplesmente reinventaram critérios que em revisões éticas não se utilizam. O relatório final afirma que foram avaliados 1.800 trabalhos. Porém, foram escolhidos desse número, 176 trabalhos, os de melhor desenho e, portanto, mais confiáveis. Porém, sobre esses 176 trabalhos aplicaram critérios totalmente arbitrários que não são reconhecidos por nenhum padrão científico (incluindo a NHMRC) e nunca foram usados antes por nenhum outro grupo de pesquisa, que era dispensar da avaliação trabalhos com menos do que 150 participantes. Com esse critério, sobraram 5 trabalhos e todos estes desfavoráveis à Homeopatia.  Portanto, o relatório foi baseado em somente 5 trabalhos, embora afirme que foram avaliados 1.800.

Se tivesse avaliado os 176 trabalhos, a equipe de revisão teria de relatar que cerca de 50% deles mostram resultados positivos para a eficácia da Homeopatia, 5% negativos e os 45% restantes inconclusivos. Essa estatística é surpreendentemente semelhante aos achados das pesquisas médicas convencionais.

Em agosto de 2016 a Complementary Medicines Australia, a Australian Homoeopathic Association e a Australian Traditional Medicine Society formularam denúncia na Commonwealth Ombudsman (ouvidoria), afirmando que ouve preconceito e interesse anti-Homeopatia por parte dos membros da comissão de revisão, influenciando diretamente no resultado, e os membros da NHMRC – do CEO para baixo – endossaram publicamente as mesmas visões anti-Homeopatia. Atualmente a NHMRC está também sob investigação do Senado australiano a respeito dos critérios utilizados para elaborar o referido relatório de 2015.

Referências:
HOMEOPATHY RESEARCH INSTITUTE. The Australian Report. Disponível em https://www.hri-research.org/resources/homeopathy-the-debate/the-australian-report-on-homeopathy/  Acessado em 24/11/2018.

THE NATIONAL HEALTH & MEDICAL RESEARCH COUNCIL (NHMROC) AND RESEARCH INTEGRITY. Procedural Irregularities. Disponível em http://www.nhmrchomeopathy.com/procedural.html  Acessado em 24/11/2018.

YOUR HEALTH YOUR CHOICE. Science Fact or Fiction? Senate Exposes NHMRC Did Not Use Accepted Scientific Methods. 20 september, 2018. Disponível em https://www.yourhealthyourchoice.com.au/news-features/science-fact-or-fiction-nhmrc-admits-they-did-not-use-accepted-scientific-methods-2/#gf_1  Acessado em 24/11/2018.

Compilador Dr. Rubens Dolce Filho

Evento Escola de Homeopatia